MARY

ANNING

a maior caçadora de fósseis que o mundo já viu!

Mary Anning nasceu no dia 21 de maio de 1799 em Lyme Regis, na Inglaterra. Ela sempre gostou de caminhar pela praia e por pura sorte encontrou fósseis que ela e sua família vendiam a preços altíssimos. Assim enriqueceram. 

Mesmo sem treinamento e sem estudo, suas descobertas foram de grande importância para que cientistas mais preparados pudessem desenvolver suas teorias. No entanto ela nunca foi capaz de estudar formalmente a ponto de poder publicar seus estudos. Por não ter formação acadêmica, Mary não tinha noção das relíquias que encontrou e sua contribuição era totalmente intuitiva. Entre seus achados estão répteis e animais marinhos de milhões de anos, que ajudaram os cientistas a desvendar muitos mistérios sobre a pré-história. 

A partir daí sua vida mudou drasticamente. Ela deixou o marido e levou a mãe e suas duas filhas para a Holanda. Elas se juntaram a um grupo religioso estrito que tinha laços com uma colônia holandesa na América do Sul, o Suriname. O grupo religioso mal-administrado acabou se desfazendo e Maria voltou a dar aulas de pintura para sobreviver. Mesmo assim, aos 52 anos de idade, Maria ao lado de sua filha mais nova, Dorotheia, viajou ao Suriname. 

Dessa viagem resultou seu livro “A metamorfose dos insetos do Suriname” que foi publicado em 1705. Além deste, outros livros dela foram publicados na gráfica de sua família, que pertencia originalmente ao seu pai. 

Maria foi uma mulher ousada para seu tempo e estava cercada de homens generosos que foram responsáveis pelo seu desenvolvimento - o pai, o padrasto e o marido. Com o suporte deles pôde deixar sua marca na história.

 

 

Maria se interessava especialmente pelas borboletas. Na época, ninguém entendia realmente a conexão entre as lagartas e as borboletas. Ela, ainda criança, foi a primeira a observar e registrar todo o processo de metamorfose que hoje é tão conhecido.

Em 1679, já casada e mãe de duas filhas, Maria publicou um livro sobre metamorfose repleto de anotações científicas e belíssimas ilustrações. A partir daí sua vida mudou drasticamente. Ela deixou o marido e levou a mãe e suas duas filhas para a Holanda. Elas se juntaram a um grupo religioso estrito que tinha laços com uma colônia holandesa na América do Sul, o Suriname. O grupo religioso mal-administrado acabou se desfazendo, mas o interesse de Maria pelo Suriname permaneceu. Aos 52 anos de idade, curiosa a respeito dos novos insetos, Maria ao lado de sua filha mais nova, Dorotheia, desbravou as florestas amazônicas da América do Sul. Ela documentou insetos nunca vistos antes e enfrentou os perigos da chuva e do calor. Infelizmente, a viagem terminou antes do previsto pois ela contraiu malária e teve que voltar à Europa. Mas ela já tinha feito as ilustrações de que precisava para criar seu maior livro. “A metamorfose dos insetos do Suriname” que foi publicado em 1705 e se tornou um sucesso em toda a Europa. O trabalho de Maria ajudou os cientistas futuros a classificar e entender os insetos. Suas ilustrações belas e detalhadas surpreendem e ensinam pessoas até hoje. A importância que ela dava aos insetos explicitada em seus desenhos, denotam sua compreensão acerca dos ciclos da natureza e fazem dela a primeira ecologista da história.