maria sibylla merian

UMA MULHER QUE GOSTA

DE AVENTURA!

Nascida na Alemanha em 1647, Maria Sibylla Merian reunia vários talentos femininos - a pintura sendo o principal deles. Seu padrasto, Jacob Marrell, famoso na época por suas pinturas de natureza-morta, ensinou-a a pintar.

Ilustradora, cheia de talentos, casou-se com o pintor Andreas Graff, grande responsável pela edição de seu primeiro livro: O livro das Flores. 

A partir daí sua vida mudou drasticamente. Ela deixou o marido e levou a mãe e suas duas filhas para a Holanda. Elas se juntaram a um grupo religioso estrito que tinha laços com uma colônia holandesa na América do Sul, o Suriname. O grupo religioso mal-administrado acabou se desfazendo e Maria voltou a dar aulas de pintura para sobreviver. Mesmo assim, aos 52 anos de idade, Maria ao lado de sua filha mais nova, Dorotheia, viajou ao Suriname. 

Dessa viagem resultou seu livro “A metamorfose dos insetos do Suriname” que foi publicado em 1705. Além deste, outros livros dela foram publicados na gráfica de sua família, que pertencia originalmente ao seu pai. 

Maria foi uma mulher ousada para seu tempo e estava cercada de homens generosos que foram responsáveis pelo seu desenvolvimento - o pai, o padrasto e o marido. Com o suporte deles pôde deixar sua marca na história.

 

 

Maria se interessava especialmente pelas borboletas. Na época, ninguém entendia realmente a conexão entre as lagartas e as borboletas. Ela, ainda criança, foi a primeira a observar e registrar todo o processo de metamorfose que hoje é tão conhecido.

Em 1679, já casada e mãe de duas filhas, Maria publicou um livro sobre metamorfose repleto de anotações científicas e belíssimas ilustrações. A partir daí sua vida mudou drasticamente. Ela deixou o marido e levou a mãe e suas duas filhas para a Holanda. Elas se juntaram a um grupo religioso estrito que tinha laços com uma colônia holandesa na América do Sul, o Suriname. O grupo religioso mal-administrado acabou se desfazendo, mas o interesse de Maria pelo Suriname permaneceu. Aos 52 anos de idade, curiosa a respeito dos novos insetos, Maria ao lado de sua filha mais nova, Dorotheia, desbravou as florestas amazônicas da América do Sul. Ela documentou insetos nunca vistos antes e enfrentou os perigos da chuva e do calor. Infelizmente, a viagem terminou antes do previsto pois ela contraiu malária e teve que voltar à Europa. Mas ela já tinha feito as ilustrações de que precisava para criar seu maior livro. “A metamorfose dos insetos do Suriname” que foi publicado em 1705 e se tornou um sucesso em toda a Europa. O trabalho de Maria ajudou os cientistas futuros a classificar e entender os insetos. Suas ilustrações belas e detalhadas surpreendem e ensinam pessoas até hoje. A importância que ela dava aos insetos explicitada em seus desenhos, denotam sua compreensão acerca dos ciclos da natureza e fazem dela a primeira ecologista da história.